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Archive for the ‘Período 1º’ Category

Vende-se um Rim

14 de Abril de 2009 1.380 comentários

Fala pessoal. Ultimamente, o tema de doação de órgãos tem sido latente na minha vida. No começo de março eu fiz o Cartão do Doador, que é simplesmente um reforço da sua expressão da vontade de doar os órgãos, já que é necessário o consentimento da família, com ou sem o Cartão. É só entrar no site www.bos.org.br ou qualquer outro que faça este Cartão e preencher alguns dados, inclusive os órgãos que você deseja doar, se por algum motivo você não quiser doar um órgão em especial. Eles entregam pelos correios em uns 15 dias e é gratuito.

Ontem eu tava vendo o primeiro programa de 2009 do Jô, só ví a primeira entrevista, com o médico Dráuzio Varella. Pelo visto, ele havia feito uma reportagem no Fantástico sobre a doação de órgãos no Brasil, mas eu não vejo muito TV e perdi. Aí hoje eu estava estudando o livro de Intrudução à Economia e o autor Mankiw tocou no tema, que por sinal mexe muito com a moralidade e ética: a venda legal de órgãos. Ontem, na entrevista, Dráuzio disse que o Estado israelista compra os órgãos das pessoas e os repassam na ordem normal das filas de espera. Também disse que na China, onde 10 mil pessoas morrem por ano por pena de morte, os órgãos destes condenados são comprados ilegalmente por outros indivíduos, sem respeitar a fila de espera.

Mankiw diz que o ato do Estado taxar um preço máximo igual a zero aos órgãos gerou a escassez do produto, assim como ocorre em qualquer outro mercado que há um preço máximo obrigatório(afirmação vista em outros capítulos). Ele acredita que a existência do mercado legal de órgãos levariam as pessoas à venderem um de seus dois rins para as pessoas que têm doenças que destroem ambos rins. Com o tempo, a mão invisível (buuuuuu), através da oferta e da demanda iria elevar o preço do “produto” até um preço de equilíbrio. Os vendedores receberiam dinheiro e os compradores receberiam mais tempo de vida.

O problema é que isto irá favorecer quem possui condição de pagar por um órgão. Mas Mankiw também diz que hoje nós andamos com dois rins saudáveis enquanto muitos morrem precisando de um. Nos Estados Unidos, a média de espera por um rim é de 3 anos e meio, cerca de 6 mil pessoas morrem por ano por não encontrar um rim. E então? Salvar alguns ricos ou -assassinar- muitos ricos ou pobres ?

Na minha opnião, a solução  é que haja um cálculo de qual seria este preço se houvesse o mercado legal de órgãos. Conhecendo este preço X, o Estado deveria comprar os órgãos por pelo menos um valor próximo de X, para incentivar a doação/venda dos órgãos. Então, agir como Israel e distribuir os órgãos de acordo com a lista: os vendedores normalmente não se importam para quem estão doando, mas sim com o dinheiro recebido. Na minha visão, este seria o modo mais justo, só não sei dizer se é aplicável por não conhecer o custo que o Estado teria com a compra dos órgãos. Será que a ética e a moralidade é mais valiosa que a vida destas pessoas ?

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Ahhh, semana santa !

7 de Abril de 2009 9 comentários

Antes de ler: este post foi feito enquando eu cursava Relações Internacionais (por 3 períodos) e não possui cunho econômico mas, mesmo assim, vale a leitura. 😉

Álcool, bagaceira, forró, dança, vômito, brigas, dominó, narguilé, sandália perdida, pegação, pegação arrependida, piscina, topless, vinho nacional, camisinha furada, falta de luz, show de música sertaneja, gravidez precoce, miojo e zéguiçu. São algumas coisas que um jovem normal de 18 anos encontraria se fosse pra algum lugar na Semana Santa, mas nerd como sou, esse feriado é um prato cheio para ficar o dia todo na internet.

Eu já venho planejando este post faz algumas semanas, desde que eu percebi que a Páscoa estava chegando. Inclusive, este post é dedicado à minha professora que ministrou as cadeiras de Fundamentos das Ciências Sociais e Antropologia Cultural. Apesar de ter que atuar como um latifundiário paraguaio e, em outro seminário, como um extremista do islamismo(vídeo no fim do post), ela é uma professora muito boa.

O Estado brasileiro se declara como sendo laico. Considere laicismo como a separação do Estado das igrejas e sua imparcialidade quanto a questões religiosas. Páscoa, Natal, Cinzas, sem contar os feriados regionais de infinitos Santos, todos estas datas são de origem cristã ou foram adotadas pelo cristianismo (como o Natal, que é de origem pagã). O Brasil, com esta extensa variedade cultural, têm feriados religiosos apenas voltados para o cristianismo, onde está o Estado laico?

Tá, vamos colocar de fora as religiões politeítas e considerar apenas as monoteístas, para simplificar. Quanto ao islamismo, cadê o feriado pra comemorar o fim do jejum do Ramadão (que eu não sei o nome) ou o feriado que comemora o fim da peregrinação à Meca (Hajj) ? Judaismo: as 25 horas de jejum (acho que é Yom Kipur o nome). Não dá pra ser laico desse jeito, Brasil. Escolas públicas são propriedade do Estado, mas sempre há um crucifixo pendurado. Tribunais: você jura dizer a verdade em nome de Deus (o deus cristão), com a mão em cima da bíblia cristã. Sem contar que as várias leis e discussões do âmbito político são fortemente influenciadas pelas opniões cristãs, como o debate do aborto e da camisinha.

Esse post foi só um assunto que eu achei interessante quando eu pagava essas cadeiras. A seguir, o vídeo(micodaporra):

Xau, bom feriado.

Alô, Otan !

5 de Abril de 2009 4 comentários

Opa. Nesse fim de semana aconteceu mais uma cúpula da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) na França. Berlusconi, primeiro-ministro italiano (foto) cometeu maaaais uma gafe em nível internacional: ele ficou falando ao celular enquanto Angela Markel, chanceler alemã e anfitriã do evento, o esperava no tapete vermelho. Após receber vários convidados e esperar por Berlusconi por alguns minutos, ela decidiu iniciar a convenção sem ele. Fontes italianas afirmaram que Berlusconi estava falando com membros da delegação turca, tentando resolver a dúvida da cúpula da decisão do próximo secretário-geral da Organização.

A Turquia protestava contra a indicação do premiê dinamarquês, Anders Fogh Rasmussen, para ser o futuro secretário-geral da Otan porque, em 2005, ele apoiou a liberdade de expressão do cartunista que fez sátiras à Maomé. A gafe de Berlusconi não adiantou de nada, a cúpula decidiu que Rasmussen será o próximo líder da OTAN.

…a OTAN  irá enviar mais 5 mil soldados […] para a guerra do Afeganistão, anunciou neste sábado, 4, o presidente americano, Barack Obama…

Fora a gafe de Berlusconi, esse acontecimento também foi marcante nesta reunião da Otan: mais 5 mil soldadinhos vão cair na porrada contra o Taleban, fora os 4 mil soldados estadunidenses que serão enviados, como declarado no último fim de semana.

“Os Estados Unidos não podem carregar o fardo da guerra sozinhos”, disse Obama.

Depois da mudança no setor político dos Estados Unidos, da presidência passar das mãos republicanas para as democráticas, e o sofrimento dos Estados Unidos no aspecto econômico, agora também estão pedindo arrego na área militar. Roma, Reino Unido, França, é a vez dos Estados Unidos deixar a hegemonia global ? Tem muito adolescente que usa camisa vermelha do Che Guevara comemorando por aí.

Os Estados Unidos não têm mais fôlego para sustentar todos os três aspectos: Obama deve decidir se vai priorizar a área econômica ou militar, que é o bom e velho dilema entre realistas e neoliberais. Não tem como ser os dois, Obama. Ou você é de direita ou de esquerda(dizer que é de centro é jogo político), ou é hetero ou homo(bi é modinha de jovenzinho), ou você é realista ou neoliberal, porra !

Fontes: O Estadão Internacional e Terra Mundo
Categorias:Bombou!, Período 1º

Dilema da Segurança

3 de Abril de 2009 8 comentários

Antes de ler: este post foi feito enquando eu cursava Relações Internacionais (por 3 períodos) e não possui cunho econômico mas, mesmo assim, vale a leitura. 😉

Leia esta notícia:

… Barack Obama […] disse ao presidente da Coreia do Sul, Lee Myung Bak, que o lançamento de um míssil por parte da Coreia do Norte representaria uma “provocação”.

…a Coreia do Norte já começou a colocar combustível nos depósitos para o lançamento do que poderia ser um míssil balístico…

Obama ressaltou que o lançamento do míssil, que o regime norte-coreano diz ser um satélite, viola as resoluções do Conselho de Segurança da ONU. O presidente americano explicou a Lee que consultará Seul antes de tomar medidas…

O Estadão, 2 de abril de 2009

abcMal sabem (ou não) os Estados Unidos que o possível lançamento deste míssil/satélite é culpa deles mesmo. Não, não vou cair no velho clichê de falar que a culpa é dos Estados Unidos, do capitalismo ou da globalização sem apresentar nenhum argumento. Esta notícia é útil para exemplificar o fabuloso, espetacular e maravilhoso Dilema da Segurança! Eu não encontrei nada sobre isso no Google da vida, eu não sei até que ponto isto é ruim ou bom.

Esta teoria foi criada durante a Guerra Fria por um um famoso teórico das Relações Internacionais, Kenneth Waltz, e se trata, resumidamente, deste processo: o Estado A arma-se visando ter mais influência sobre o Estado B. Em resposta, o Estado B também arma-se como prevenção de um possível ataque. Da mesma maneira, o Estado A pensa que o Estado B irá atacá-lo e arma-se mais ainda, forma-se então um ciclo vicioso.  Este processo assemelha-se muito com a relação entre os homens no estado de natureza hobbesiano, porém numa escala internacional, entre Estados, a única diferença é que não há necessariamente uma agressão, como acontece para Hobbes.

Pois é, foi muito fácil formular esta teoria durante a Guerra Fria, pois o Dilema da Segurança era claramente visto durante a corrida armamentista entre os Estados Unidos e a União Soviética. A Coréia do Norte, assim como aconteceu com a falecida URSS, investe massantemente em tecnologia bélica, até porque começou seu programa armamentista em cooperação com a ex-URSS na década de 60, enquanto os setores das low politics, como a economia, direitos humanos e meio ambiente ficam em segundo plano.

Os Estados Unidos ainda possuem a posição de país com maior poder político, econômico e militar, o chamado tripé das Relações Internacionais. No Dilema da Segurança, a Coréia do Norte atua como o Estado B e os Estados Unidos, junto com potências mais próximas da Coréia do Norte, como a Coréia do Sul, Japão e China* representam o Estado A. Bloco comunista versus bloco capitalista, isso sim é um velho clichê. Agora, o que o Dilema não sabe prever é até onde um “simples” armamento pode ser apenas preventivo ou tornar-se, de fato, uma agressão bélica.

* – Pelo menos nas discussões quanto ao tema do possível míssil norte-coreano, a China ficou do lado dos Estados Unidos, não vou falar aqui do capitalismo econômico e comunismo socio-político da China, deixo para outro post, ou não.

Já que vários miguxos internacionalisMas visitam o blog, nada mais justo do que fazer algumas análises sobre os últimos temas internacionais, essa é a primeira de, espero, muitas. É bem interessante e engrandecedor para mim parar, pensar e analisar estes acontecimentos com a breve carga teórica que adquiri até agora. Tenho certeza que estes posts serão considerados os mais chatos do blog 😀


Categorias:Bombou!, Período 1º

O Internacionalista

28 de Março de 2009 12 comentários

Antes de ler: este post foi feito enquando eu cursava Relações Internacionais (por 3 períodos) e não possui cunho econômico mas, mesmo assim, vale a leitura. 😉

– Oii, tás fazendo que curso?
– Relações internacionais !
-Pôôô, que chiquéééérrimo! O que é isso ?

Este tipo de diálogo é muito comum entre os estudantes de Relações Internacionais, inclusive eu. Para evitar isto, gostaria de explicar um pouco sobre o que é ou quem é o internacionalista. Bem, o bacharel em relações internacionais é alguem que possui (ou deveria possuir) conhecimentos em várias áreas e, mais importante, a relação entre elas: economia, política, direito, sociologia, antropoligia, estatística e outros. Somos um mix, assim como o mundo. Um fato dos estudantes de RI é que muitos deles entram no curso porque fizeram intercâmbio e gostaram da experiência. Isto pode ser, e geralmente É um grave erro, muitos desistem do curso no primeiro ano por ter a decepção de descobrir que o curso não é uma viagem turística para Paris. A dúvida mais comum entre os vestibulandos é quanto à obrigação de conhecer línguas estrangeiras. Olha, não só em RI, mas em qualquer área de trabalho, o conhecimento da língua inglesa é praticamente considerado como alfabetismo internacional. Mas, para RI, o conhecimento de outras línguas é sempre bem-vindo. Por exemplo, o curso da FIR exige que, a partir do 5º período, o aluno seja fluente em inglês e outra língua, através de exames de cunho internacional.

A área de trabalho é tanto vasta como restrita: os internacionalistas não possuem uma área definida de atuação, até mesmo a carreira diplomática está aberta para qualquer um, ao mesmo tempo que podemos atuar em várias áreas. O meu objetivo é a carreira de comércio internacional ou exterior, abreviado de Comex no mundo das RI. Há também a possibilidade de concorrer à prova do Instituto Rio Branco para entrar no Itamaraty. Sinceramente, eu tenho pena dos diplomatas: devem representar o Brasil e os interesses brasileiros em qualquer área que estiverem trabalhando,  independentemente de suas próprias ideologias, pensamentos ou opiniões: não passam de marionetes governamentais. Desculpem o radicalismo, mas é um fato. Prefiro a liberdade de ser um analista ou consultor internacional, elaborando tratados internacionais e acordos comerciais que não precisam ser, necessariamente, do interesse estatal. Há também o chamado Terceiro Setor (não confundir com setor terciário), que não são as empresas públicas e nem as privadas(voltadas ao lucro), são majoritariamente as Organizações Não-Governamentais, entre outros tipos de instituições.

Cada curso no Brasil possui um foco. Por exemplo, em Recife: a UFPE, FIR e Damas possuem as cadeiras mais voltadas para a ciência política, ou seja, a carreira diplomática. O que é uma pena: Pernambuco e o Nordeste como todo, principalmente por sediar o Complexo de Suape, deveriam ter um foco voltado para a economia, além de ter vantagem geográfica pela proximidade com a Europa e Estados Unidos. O curso mais conceituado e antigo do Brasil, o da Universidade de Brasília, é voltado para a economia, apesar de Brasília ser o centro político e jurídico do país, paradoxal, não? Viva o Brasil! Xau.

Hora do Planeta e a Economia Hobbesiana

24 de Março de 2009 13 comentários

Opa. Eu sei que o tema ecológico já está demasiadamente saturado, mas este evento é interessante  e o raciocínio que eu irei expor ao final, também é(humilde!). Pela a iniciativa da WWF Brasil acontecerá o evento chamado a Hora do Planeta que é ,basicamente, o desligamento das luzes das nossas salas por uma hora a partir das 20:30 do dia 28 de março, próximo sábado. Segundo a ONG, este acontecimento visa medir e mostrar a vontade dos indivíduos em proteger o meio ambiente. Será mesmo? Será que a Hora do Planeta terá a capacidade de fazer esta medição ? Ou será que as pessoas que irão participar(estima-se 1 bilhão), ou pelo menos a maioria, estão mais interessadas em entrar na “modinha” ? É uma pergunta que eu deixo para os leitores refletirem um pouco… Este é o vídeo da campanha:

Eu defendo a Política dos Três R’s, porém infelizmente sou hipócrita nesta questão porque eu não a pratico, pelo menos não totalmente. Serei breve em explicar este processo, o primeiro R trata-se do Reduzir: consumir apenas o necessário, apesar de que o conceito de “necessário” ser bem relativo. Quase a metade da comida que compramos é desperdiçada! O superconsumismo, fruto do capitalismo atual, alterou a máxima de Descartes para “Consumo, logo existo“. O segundo R é o de Reutilizar: para que trocar de celular a cada três meses ou o carro anualmente se estes possuem vida útil múltiplas vezes maior que estes períodos? Sem contar que mesmo um objetivo que não faz mais a função para que foi fabricado, pode ser usado de outras maneiras, a criatividade se encarrega disso. Finalmente, que não podia faltar, Reciclar: segundo uma professoria minha, Jeanete, uma garrafa plástica “pet” pode ser reciclada até 4 vezes sem perder muita densidade. Não é necessário se aprofundar mais em reciclagem, certo? Todo mundo já tá de saco cheio… : )

O comentário que eu queria escrever no final, que pensei enquanto estava na auto-escola é o seguinte: a Economia destrói a Economia! Ou, imitando Hobbes, a Economia é o lobo da Economia. hahahaah! “Hã? O cara falando de meio ambiente, reciclagem, vem falar isso? Aff!” Calma. A gravidade da ecologia atualmente é, entre outras,  a mal utilização dos recursos naturais e sua futura escassez. A Economia está estritamente ligada ao modo que utilizamos os recursos minerais: o mais eficiente possível, o que significa, muitas vezes, o uso não-sustentável. Bem, gostaria de citar uma das afirmações básicas da Economia, de que as trocas econômicas entre países são desejáveis e favoráveis para ambos, já que um país é mais eficiente em produzir um bem do que outro, dependendo de seus recursos naturais, tecnologia, especialização da mão-de-obra, etc, nada mais justo que cada país se especializar naquilo que é mais eficiente e fazer trocas. Estas trocas e acordos comerciais tendem a se fortificarem com o tempo, diminuindo a chance de haver uma guerra entre estes países, para preservar a Economia entre ambos. Outra citação vêm da teoria Realista de Relações Internacionais: um dos motivos para o conflito internacional é a busca por recursos alheios. Tendo estes conceitos em mente, é fácil raciocinar porque é Economia é o lobo da Economia: com o passar do tempo e das trocas entre países, chegará um certo ponto em que um dos países terá pouca reserva de certo recurso, o que o levará ao conflito com outro país. Este conflito irá, quase que certamente, acabar com as relações econômicas entre estes países. Doideira né? A prática da economia entre países leva ao conflito entre eles e à consequente finalização destas relações econômicas: tese de monografia ou baboseira? A minha base teória ainda é insignificante para responder a esta pergunta, quem sabe daqui a alguns anos eu leio este post e repense. Não sei se isso é ruim ou bom: aprender teorias de áreas diferentes e fazer uma co-relação entre elas, vou acabar ficando maluco! Xau.

Ciências Econômicas

22 de Março de 2009 6 comentários

Opa. Este post trata de uma análise enxuta do que eu estou achando, até agora, de Economia. Eu sei que é difícil dar alguma relevância a uma análise feita por um calouro com apenas um pouco mais de um mês no curso, mas para quem quiser ler os próximos dois parágrafos, fique à vontade. De qualquer maneira, o Diário tem esse propósito: daqui a um tempo, vou ler isto e avaliar a minha perspectiva de hoje com a que eu terei na época. Para quem não sabe, eu curso Ciências Econômicas na Universidade Federal de Pernambuco.

Introdução à Economia – N. Gregory Mankiw

Lí apenas seis capítulos desta chamada bíblia para os iniciantes da economia, estou fascinado. É impressionante como as relações econômicas fazem parte tanto do nosso dia-a-dia como das relações econômicas internacionais, que espero aprofundar nas cadeiras de Microeconomia e Macroeconomia, respectivamente. Por exemplo, saber que o monopólio da empresa regional de distribuição de energia, a Celpe, é mais benéfico para o próprio consumidor do que se houvesse o mercado consumidor dividido entre várias empresas é bastante interessante.Conhecer que questões como salário mínimo, que parece ser dogmaticamente positivo, pode trazer também prejuízos, como o próprio desemprego! Que os impostos, independente de que os governos cobrem apenas dos vendedores ou compradores acaba afetando estes atores apenas de acordo com o tipo de mercado que está sendo abordado. É incrível ! Não vou fazer nenhuma argumentação destes fenômenos por dois motivos: nada substitiu a leitura do livro (não compre a versão compacta!) e por que quem sou eu para tentar explicar algo com meu conhecimento de algumas semanas? Deixo para o mestre Mankiw! Detalhe: Mankiw, o teórico econômico mais importante da atualidade tinha apenas 17 anos quando meu pai se formou em Economia pela UFPE, em 1972,  meu velho é uma múmia mesmo viu…

Ah, neste momento eu também estou cursando o terceiro período de Relações Internacionais na Faculdade Integrada do Recife. Eu citei isto por que chega a ser cômico como os mestres do curso de Economia pregam o capitalismo descaradamente enquanto alguns mestres de Relações Internacionais despraza-o! Cada vez mais eu fico motivado em ir às aulas só para ficar comparando a abordagem através de diferentes linhas de raciocínio de acordo com a ideologia de cada professor sobre um mesmo tema. A minha professora de Economia I sempre defendendo a Mão Invisível smithiana, dizendo o quão infalível ela é, sempre dizendo que as supostas falhas da economia são causadas pela interferência governamental e não propriamente pela a dinâmica da Mão Invisível, enquanto a minha professora de Teoria Política Moderna ojeriza o capitalismo, responsabilizando-o por todas as mazelas da sociedade. De fato, no mínimo curioso. Xau.