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Como seria o mundo se as drogas fossem legalizadas?

4 de Dezembro de 2009 Deixe um comentário Go to comments

Conheça as vantagens e as desvantagens de viver em um mundo onde o uso de drogas fosse liberado.
Por Rodrigo Vergara

Que ninguém se iluda: o primeiro efeito da legalização das drogas seria o aumento imediato do consumo, por várias razões. Primeiro, o preço cairia muito. Segundo Mark Kleiman, da Universidade da Califórnia, o custo de produção e distribuição da cocaína equivale a 5% do seu valor atual. Uma porção de maconha custaria o mesmo que um saquinho de chá. Não bastasse esse incentivo, o estigma social do usuário seria menor: ninguém precisaria esgueirar-se para fumar um baseado. Ou seja, o acesso às drogas, por mais rigorosa que fosse a legislação regulando seu comércio, seria muito mais fácil e seguro do que é hoje. Resta saber que regras adotar para cada droga.

Alguns, como Milton Friedman, ganhador do prêmio Nobel de Economia, acham que todas as drogas deveriam ser vendidas como são os remédios: pela indústria farmacêutica. Em seu mundo ideal, ele já vislumbra a heroína light e a cocaína de baixo teor. A idéia parece extravagante e acarreta várias desvantagens, mas teria pelo menos um benefício inconteste: obrigaria os usuários a procurar um médico, o que permitiria ao governo saber quantas pessoas consomem o quê no país. E drogas produzidas legalmente teriam controle de qualidade. Hoje, a cocaína vendida em São Paulo chega a ter 93% de impurezas.

Se bem que, no Brasil, esse benefício talvez não se concretizasse. Anfetaminas, por exemplo, são vendidas sob prescrição médica por aqui. Resultado: somos os maiores consumidores da droga. “O controle sobre medicamentos é muito ruim no país”, diz Fábio Mesquita. Não que a burla ocorra só aqui. Nos Estados Unidos, é proibido vender álcool a menores de 21 anos, mas 87% dos estudantes do ensino médio já tomaram uns tragos. Maconha, porém, só passou pelos pulmões de 46% deles. A diferença deve-se ao fato de que o uso da erva é crime.

Para o sociólogo Luiz Eduardo Soares, deveríamos legalizar as drogas aos poucos, começando pela maconha, que seria tratada como o álcool e a nicotina. “O álcool em nada difere das drogas ilegais. E estamos perdendo a guerra contra o álcool? Não. Estamos convivendo e aprendendo, difundindo o autocontrole, evitando efeitos sobre terceiros, coibindo a propaganda.”

A legalização permitiria taxar a venda de drogas. O dinheiro poderia financiar a prevenção e o tratamento de usuários. Diante dos preços atuais, mesmo um super imposto de 500% quebraria o comércio ilegal. O tráfico se transformaria em um negócio tão pouco atraente quanto é hoje o contrabando de cigarros.

Some-se a isso um controle sobre as armas e a criminalidade despencaria, diz Soares. “Os problemas socioeconômicos iriam se manifestar em algum lugar, mas o número dos crimes com morte cairia, porque o número de armas cairia e a fonte de financiamento para comprá-las estaria seca.” Os morros do Rio, por exemplo, poderiam ser finalmente reintegrados à cidade.

Reportagem na íntegra em Drogas o que fazer a respeito.

Sim, este e o último post foram Copiar->Colar, mas pelo menos são interessantíssimos. Mas calma, estou sem tempo para o blog por mais um pouquinho de tempo apenas pois estou quase no fim do período letivo. Abraços!

  1. Carla
    25 de Agosto de 2011 às 5:32 PM

    Não consigo entender como vc afirma que: “A legalização permitiria taxar a venda de drogas. O dinheiro poderia financiar a prevenção e o tratamento de usuários.” Vc quer investir um dinheiro adquirido pela compra de drogas na recuperação de drogados? Recuperar uns ao custo de drogar outros? Seria então, vc compra bancando a sua própria rucuperação lá na frente.
    Não gostei de sua afirmação, se entendi errado por favor me explique melhor.

  2. 28 de Setembro de 2010 às 9:40 PM

    Não sou a favor da legalização das drogas. Porque conheço pessoas que se destruiram e nenhuma filosofia pode mudar essa realidade triste.

    • Junior
      10 de Junho de 2011 às 5:54 PM

      “Não sou a favor da legalização das drogas. Porque conheço pessoas que se destruiram e nenhuma filosofia pode mudar essa realidade triste.”

      Conheço pessoas que se destruiu, e em consequência disso, destruiu a família que tinha devido ao álcool.

      E aí, alguém fala em proibir o álcool?

      Argumento pouco embasado o seu!

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