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2050: Guerra Mundial… Alimentar

20 de Novembro de 2009 Deixe um comentário Go to comments

Ataque nuclear é coisa do século passado, literalmente. Armas bioquímicas são exóticas, mas parece que não “pegou”. A onda agora é vencer a guerra através da fome alheia.

A crisedos alimentos que houve entre 2007 e 2008 acordou os governos para a realidade alimentar mundial. Um efeito positivo deste “despertador” foi que a colheita de 2008 aumentou em comparação ao ano anterior, além de que o Banco Mundial e o banco central de outros países ricos investiram mais que o dobro no setor agrícola de países pobres em relação ao ano anterior, isto porquê os países mais pobres são os que possuem maior vantagem comparativa no setor agrícola.

O súbito aumento do preço dos alimentos fez que os países procurassem construir a segurança ou auto-suficiência alimentar, ou seja, garantir que o país produza alimento suficiente para seus cidadãos com a lógica de que, caso aconteça um conflito internacional, os acordos econômicos com inimigos, incluindo importação de alimentos, serão cortados com a guerra.

É compreensível que o governo pense desta maneira, afinal de contas trata-se de um governo, patriota por definição. Porém sabemos que daqui até 2050, a demanda por produtos agrícolas irá aumentar em 70% e o da carne isoladamente irá dobrar, isto porque neste período a população mundial irá crescer em 1/3, para 9 bilhões de cabeças.

É por isto que despertar governamental de 2007-2008 também foi perverso: se cada país for em busca da sua “segurança alimentar”, o mercado agrícola mundial será tão ineficiente que em 2050 a produção será insuficiente, causando num aumento abrupto da fome mortal, sem contar o já existente: 1 bilhão de pessoas passam fome atualmente.

Nao irá demorar muito para que este cartaz volte à circulação depois de ser usado na II Guerra Mundial, ele diz: “Comida é uma arma. Não desperdice! Compre com inteligência, cozinhe com cuidado e coma tudo.”

Há pouca terra disponível para expansão de cultivo e em muitos países o uso de água está no limite. A partir daqui, o desenvolvimento de três fatores será crucial para definir a situação alimentar mundial futuramente: a cooperação internacional para eficiência da produção agrícola mundial, com o investimento dos países ricos em pobres; investimento em tecnologia para aumento da produção e melhora da eficácia do mercado agrícola, como a diminuição do desperdício e tarifas alfandegárias.

Este post é uma interpretação do artigo publicado em How to feed the world (The Economist). e If words were food, nobody would go hungry(The Economist).

  1. 27 de Novembro de 2009 às 9:36 PM

    Bela postagem….

    Infelizmente é um tema que saiu um pouco do foco dos economistas (não deveria), mas quando o tema voltar provavelmente se tratará de questões financeiras e especulativas, o que não interessa ao pobre e faminto.

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