2050: Guerra Mundial… Alimentar

20/11/2009 at 1:46 am (. Pense Nisso!, 2º período)

Ataque nuclear é coisa do século passado, literalmente. Armas bioquímicas são exóticas, mas parece que não “pegou”. A onda agora é vencer a guerra através da fome alheia.

A crise dos alimentos que houve entre 2007 e 2008 acordou os governos para a realidade alimentar mundial. Um efeito positivo deste “despertador” foi que a colheita de 2008 aumentou em comparação ao ano anterior, além de que o Banco Mundial e o banco central de outros países ricos investiram mais que o dobro no setor agrícola de países pobres em relação ao ano anterior, isto porquê os países mais pobres são os que possuem maior vantagem comparativa no setor agrícola.

O súbito aumento do preço dos alimentos fez que os países procurassem construir a segurança ou auto-suficiência alimentar, ou seja, garantir que o país produza alimento suficiente para seus cidadãos com a lógica de que, caso aconteça um conflito internacional, os acordos econômicos com inimigos, incluindo importação de alimentos, serão cortados com a guerra.

É compreensível que o governo pense desta maneira, afinal de contas trata-se de um governo, patriota por definição. Porém sabemos que daqui até 2050, a demanda por produtos agrícolas irá aumentar em 70% e o da carne isoladamente irá dobrar, isto porque neste período a população mundial irá crescer em 1/3, para 9 bilhões de cabeças.

É por isto que despertar governamental de 2007-2008 também foi perverso: se cada país for em busca da sua “segurança alimentar”, o mercado agrícola mundial será tão ineficiente que em 2050 a produção será insuficiente, causando num aumento abrupto da fome mortal, sem contar o já existente: 1 bilhão de pessoas passam fome atualmente.

Nao irá demorar muito para que o cartaz ao lado volte à circulação depois de ser usado na II Guerra Mundial, ele diz: “Comida é uma arma. Não desperdice! Compre com inteligência, cozinhe com cuidado e coma tudo.”

Há pouca terra disponível para expansão de cultivo e em muitos países o uso de água está no limite. A partir daqui, o desenvolvimento de três fatores será crucial para definir a situação alimentar mundial futuramente: a cooperação internacional para eficiência da produção agrícola mundial, com o investimento dos países ricos em pobres; investimento em tecnologia para aumento da produção e melhora da eficácia do mercado agrícola, como a diminuição do desperdício e tarifas alfandegárias.

Este post é uma interpretação do artigo publicado em How to feed the world (The Economist). e If words were food, nobody would go hungry(The Economist).

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Economics Stand-Up: Todos os Princípios

14/11/2009 at 9:54 PM (. Pense Nisso!, 2º período)

Este post terá três parte: (1) um índice com os links para os posts dos cinco primeiros princípios, (2) interpretação dos últimos cinco princípios e (3) um vídeo do próprio autor se apresentando e outros links.

Princípio #1: As pessoas enfrentam tradeoffs.
Interpretação: Escolhas são ruins.

Princípio #2: O custo de algo é aquilo de que você desiste para obtê-la.
Interpretação: Escolhas são muito ruins!

Princípio #3: Pessoas racionais pensam na margem.
Interpretação: Pessoas são estúpidas.

Princípio #4: Pessoas respondem a incentivos.
Interpretação: Pessoas não são tão estúpidas.

Princípio #5: O comércio pode deixar todos em melhor situação.
Interpretação:
O comércio pode deixar todos em pior situação.

Princípio #6: Os mercados são geralmente uma boa maneira de organizar a atividade econômica.
Interpretação:
Governos são estúpidos.
e
Princípio #7:
Os governos às vezes podem melhor os resultados dos mercados.
Interpretação: Governos não são tão estúpidos.

Para ver o papel que o Princípio #5 faz em ambas declarações note que a formulação original do Princípio #5 (O comércio pode deixar todos em melhor situação) leva ao Princípio #6 (Governos são estúpidos). Afinal, se o comério pode deixar todos em melhor situação, para que precisamos de governo? Mas a interpretação do Princípio #5 (O comércio pode deixar todos em pior situação) leva ao Princípio #7 (Governos não são tão estúpidos). Afinal, se o comério pode deixar todos em pior situação, é melhor tem um governo por perto para impedir as pessoas de negociarem!

Assim como os cinco primeiros princípios, os Princípios #6 e #7 mostram as distinções inerentes à meneira econômica de pensar. As pessoas são estúpidas, mas não tão estúpidos; comércio pode deixar todos em melhor situação, mas também pode deixar todos em pior situação, os governos são estúpidos, mas não tão estúpidos. A exploração, refino e deliniamente destas distinções são tema  de economia de nível superior, dissertações de doutorado em economia e uma grande gama de papéis da American Economic Review e outras publicações acadêmicas.

Princípio #8: O padrão de vida depende da sua capacidade de produzir bens e serviços.
Princípio #9: Os preços sobem quando o governo imprime dinheiro demais.
Princípio #10: A sociedade enfrenta um tradeoff de curto prazo entre inflação e desemprego.
Interpretação dos três: Blah blah blah blah.
Por Yoram Bauman – tradução minieconomista.tk :

Hahahahahahaha !! Realmente, a interpretação destes três últimos princípios são os melhores, quem dera meu professor aceitasse interepretações semelhantes. O “fechamento” com os princípios #6 e #7 também foram excelentes. O texto original de Yoram encontra-se aqui. Como prometido, segue abaixo o vídeo da sua apresentação.

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Apagão nacional pressiona o programa nuclear

11/11/2009 at 4:39 PM (. Bombou!, . Pense Nisso!, 2º período) (, , , , )

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“Houve desligamento completo de Itaipu”, afirmou o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. A hora do blackout não poderia ser melhor. Quer dizer, poderia: às 22h, quando aconteceu o apagão, a maioria das pessoas estavam efetuando as últimas atividades do dia, mas o efeito do blackout no horário de pico das 18h seria bem mais devastador. Independente da causa, falhas técnicas, causas naturais ou ação governamental(dá-lhe conspiradores!), a dependência do Brasil em apenas uma termoelétrica tornou-se clara.

O blackout deixou o Brasil às escuras, porém focou os holofotes no “plano do Ministério de Minas e Energia para expansão e diversificação da matriz energética até 2030. Pelo plano, o país, hoje com duas usinas atômicas funcionando, deverá pôr em operação entre quatro e oito novas unidades nos próximos 20 anos.” Na verdade, oito novas usinas irão gerar 7.300 MW/h, metade de Itaipú.

Pernambuco foi a única unidade federativa da região a ser afetada pelo apagão e também é um dos principais estados que disputam a posse de uma unidade atômica das duas que serão instaladas no Nordeste, junto com Bahia, Alagoas e Sergipe. Nos bastidores há um plano de dividir as usinas entre o eixo Recife-Salvador, os estados mais importantes da região, mas os outros dois conconrrentes também estão na corrida: o argumento sergipano é de que “a localização e a rede fluvial  precisam ser levadas em conta na decisão”, e “em Alagoas, realizamos seminários, discutimos e inserimos a sociedade no debate” alegando o apoio da população.

A principal vantagem da energia nuclear se dá por sua geração sem o uso de combustíveis fósseis. Antes tratada com arbitrariedade, esta forma de energia vem arrecadando cada vez mais fãs, inclusives ícones da ecologia que denomina, a energia nuclear de “futuro energético”. Em contrapartida, as desvantagens também são notáveis: o lixo atômico produzido é perigosíssimo, além de ser passível a acidentes como de Chernobyl e a necessidade de uma alta segurança, principalmente contra terroristas. Até janeiro de 2009, 31 países diferentes possuíam 210 usinas nucleares em um total de 438 reatores. Os cinco países com maior número de reatores são: Estados Unidos(104), França(59), Japão(56), Rússia(31) e Coréia do Sul(20), somando 270 reatores ou  aproximadamente 60% do total no mundo. Em termos de porcentagem de energia nuclear no total de energia elétrica gerada no país temos: França(78%), Lituânia(70%), Eslováquia(57%), Bélgica(54%), Suécia e Ucrânia com 48% cada.

Fontes:

  1. Itaipu volta a funcionar à plena carga após blecaute (O Estadão)
  2. Itaipu diz em nota que causa do apagão não teve origem na usina (O Globo)
  3. Eu quero a minha usina nuclear (Portal Exame)

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