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Farei uma breve análise econômica da seguinte notícia local: “Em Jaboatão dos Guararapes, no dia 17 de dezembro, entrou em vigor a lei n° 357/ 2009, que garante o estacionamento gratuito para idosos com idade igual ou acima de 60 anos.” – Folha de Pernambuco.

A justificativa dos legisladores é nobre: “além de beneficiar os idosos, esta lei é um incentivo para os mesmos irem às compras com mais frequência, fazendo que o estabelecimento lucre ainda mais”. Ingênuos ou satíricos. Se a gratuidade do estacionamento de fato aumentasse o lucro,  os empresários dos estabelecimentos  teriam notado isso bem antes que os legisladores, tendo efetuado a gratuidade há muito tempo, nao é mesmo?

O custo de manutenção do estacionamento é relativamente baixo: segurança, pavimentação, catracas, etc. Mas o maior custo em manter um estacionamento é o de oportunidade: no lugar poderia haver novas lojas, alugado para eventos ou até vendido.

Os estabelecimentos, principalmente o Shopping Guararapes, não irá arcar este novo custo sozinho. Das duas, uma: (1) o shopping irá repassar o custo na taxa de estacionamento daqueles com menos de 60 anos ou (2) o preço do estacionamento continuará o mesmo mas o shopping aumentará o aluguel das lojas, que repassará o aumento para os preços de seus produtos e serviços.

No final das contas, o consumidor final(inclusive o idoso e o legislador) irá pagar mais para usar o mesmo estacionamento e para comprar os mesmos produtos que antes, isso sem que o Governo ganhe nenhum trocado, já que não é imposto. Vendo esses eventos dá vontade de ser radical do liberalismo econômico, mas não vivemos sem os gênios políticos, não é? Ah, feliz 2010!

Economista irlandês passou um ano sem depender de recursos financeiros para satisfazer suas necessidades, para provar que se pode viver bem sem eles
por Tarcísio Ferraz no Diário de Pernambuco

O irlandês Mark Boyle concluiu há uma semana seu projeto de passar um ano sem usar dinheiro. Desde 29 de novembro de 2008, ele tem vivido em seu trailer, instalado no município de Bristol, sudoeste da Inglaterra, sem depender de recursos financeiros para satisfazer as necessidades do dia a dia. O objetivo era demonstrar, de forma bem prática, as ideias expressas em sua teoria de freeconomy (aglutinação, em inglês, das palavras livre + economia), que prega economia de recursos como forma de proteger o meio ambiente e viver melhor.

Concluído o projeto, porém, Boyle nem pensa em ir a uma loja para gastar algumas libras em um copo de cerveja. Pelo contrário. Ele quer continuar com o mesmo estilo de vida, satisfeito com o modo como tem vivido nos últimos tempos. A comida vem, principalmente, do que ele mesmo planta; a energia com a qual carrega seu computador e telefone celular, de baterias alimentadas pela luz do sol. E assim, ele passou os últimos 12 meses, provandoque é possível viver na sociedade moderna sem desenvolver relações monetárias.

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Conheça as vantagens e as desvantagens de viver em um mundo onde o uso de drogas fosse liberado.
Por Rodrigo Vergara

Que ninguém se iluda: o primeiro efeito da legalização das drogas seria o aumento imediato do consumo, por várias razões. Primeiro, o preço cairia muito. Segundo Mark Kleiman, da Universidade da Califórnia, o custo de produção e distribuição da cocaína equivale a 5% do seu valor atual. Uma porção de maconha custaria o mesmo que um saquinho de chá. Não bastasse esse incentivo, o estigma social do usuário seria menor: ninguém precisaria esgueirar-se para fumar um baseado. Ou seja, o acesso às drogas, por mais rigorosa que fosse a legislação regulando seu comércio, seria muito mais fácil e seguro do que é hoje. Resta saber que regras adotar para cada droga.

Alguns, como Milton Friedman, ganhador do prêmio Nobel de Economia, acham que todas as drogas deveriam ser vendidas como são os remédios: pela indústria farmacêutica. Em seu mundo ideal, ele já vislumbra a heroína light e a cocaína de baixo teor. A idéia parece extravagante e acarreta várias desvantagens, mas teria pelo menos um benefício inconteste: obrigaria os usuários a procurar um médico, o que permitiria ao governo saber quantas pessoas consomem o quê no país. E drogas produzidas legalmente teriam controle de qualidade. Hoje, a cocaína vendida em São Paulo chega a ter 93% de impurezas.

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Durante debate em uma universidade nos Estados Unidos, o ex-governador do DF, ex-ministro da educação e atual senador CRISTÓVAM BUARQUE  foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia.

O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um brasileiro. Esta foi a resposta do Sr. Cristóvam Buarque:

“De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso. Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.

Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro.O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço.

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Ataque nuclear é coisa do século passado, literalmente. Armas bioquímicas são exóticas, mas parece que não “pegou”. A onda agora é vencer a guerra através da fome alheia.

A crisedos alimentos que houve entre 2007 e 2008 acordou os governos para a realidade alimentar mundial. Um efeito positivo deste “despertador” foi que a colheita de 2008 aumentou em comparação ao ano anterior, além de que o Banco Mundial e o banco central de outros países ricos investiram mais que o dobro no setor agrícola de países pobres em relação ao ano anterior, isto porquê os países mais pobres são os que possuem maior vantagem comparativa no setor agrícola.

O súbito aumento do preço dos alimentos fez que os países procurassem construir a segurança ou auto-suficiência alimentar, ou seja, garantir que o país produza alimento suficiente para seus cidadãos com a lógica de que, caso aconteça um conflito internacional, os acordos econômicos com inimigos, incluindo importação de alimentos, serão cortados com a guerra.

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